Reação da Frente Parlamentar Católica
A Frente Parlamentar Católica na Câmara dos Deputados expressou seu repúdio a uma declaração feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um encontro com lideranças protestantes. Lula afirmou que a Igreja Católica está crescendo menos que a evangélica, atribuindo isso à manutenção do celibato.
Em uma nota, o grupo, liderado pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE), defendeu a importância do celibato sacerdotal e solicitou que o presidente respeite a autonomia das comunidades de fé para determinar suas próprias convicções.
Declarações Controversas do Presidente
No mesmo encontro, Lula também mencionou que as mulheres têm mais oportunidades em posições de destaque dentro das igrejas evangélicas. Ele afirmou: “Falei pro papa Francisco, enquanto a Igreja Católica não acabar com celibato e permitir que mulheres possam ser bispos, padres, a gente vai ver Igreja Católica passando dificuldade”.
Essa afirmação de Lula levanta um debate sobre a igualdade de gênero nas instituições religiosas, especialmente no contexto das diferenças entre a Igreja Católica e as comunidades evangélicas.
Celibatários e a Tradição Católica
O celibato sacerdotal, prática em que padres e bispos da Igreja Católica optam por não se casar e se dedicar completamente ao serviço espiritual, é uma norma significativa, embora não um dogma. A nota da Frente Parlamentar enfatizou que questões como o ministério ordenado e o celibato têm profundos fundamentos teológicos, que não devem ser simplificados a comparações organizacionais entre diferentes denominações.
A estratégia de Lula para se aproximar do eleitorado evangélico se intensificou, especialmente considerando que a popularidade do ex-presidente Jair Bolsonaro entre esse segmento cresceu significativamente desde 2018. A central inter-religiosa do partido iniciou uma campanha utilizando passagens bíblicas para reverter a imagem negativa entre os fiéis.
Ações da Primeira-Dama
A primeira-dama, Rosângela Silva, conhecida como Janja, também está engajada em reforçar essa aproximação com os evangélicos, tendo lançado um comitê específico e um jingle de tom gospel para a campanha de reeleição de seu marido.
Além disso, Lula planeja se encontrar com pastores evangélicos e com o deputado federal Otoni de Paula, que já declarou seu apoio ao candidato petista em um possível segundo turno.





