Política

Produtora de Dark Horse nega vínculos com Vorcaro e fundo

Declarações da Produtora Karina Ferreira

Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark Horse”, esclareceu em entrevista recente que não teve ligação direta com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e nem com qualquer uma de suas empresas. Segundo ela, sua única conexão foi com o fundo Havengate, que contratou os serviços da produtora para a realização do filme.

A situação é complexa devido a uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o envolvimento de recursos de Vorcaro no financiamento do filme. A apuração ganhou novos desdobramentos com a homologação da delação do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, que alega ter feito transferências substanciais ao fundo entre janeiro e setembro de 2025, sob orientação de Flávio Bolsonaro.

Reforçando a Independência Financeira

Karina enfatizou que não houve qualquer pagamento por parte de Vorcaro para a produtora, afirmando categoricamente: “O Vorcaro não deu nenhum centavo para a produtora.” A produtora confirmou apenas que os recursos foram direcionados ao fundo e não diretamente a sua empresa.

Adicionalmente, Karina mencionou que os contratos estabelecidos entre a produtora e o fundo são protegidos por cláusulas de sigilo, o que limita a divulgação de informações específicas.

Contudo, ela se prontificou a fornecer os documentos necessários às autoridades competentes, reafirmando que a responsabilidade de verificar a origem dos recursos não era dela.

Detalhes Financeiros do Projeto

O projeto financeiro do filme começou com um orçamento aproximadamente de US$ 24 milhões, com ajustes realizados durante o processo de produção. Karina esclareceu que, à medida que o roteiro evoluía, o verdadeiro valor do orçamento se tornava mais claro, levando a adequações em algumas etapas do projeto.

Apesar dos desafios orçamentários, Karina Gestão elogiou a qualidade da equipe de filmagem e os esforços realizados para manter a produção nos trilhos. No total, foram gastos cerca de US$ 13,3 milhões, onde a produtora nega a inclusão de recursos públicos ou emendas parlamentares, assegurando que “Dark Horse” não recebeu nenhum recurso federal para sua realização.

A investigação do STF também está avaliando outros aspectos, incluindo a utilização de emendas parlamentares, mas Karina deixa claro que sua produção manteve-se exclusivamente em território privado.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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