Aprovação da Medida Provisória
O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira, a medida provisória (MP) que extingue a chamada ‘taxa das blusinhas’. Aprovada em votação simbólica, a medida elimina a alíquota de 20% do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até 50 dólares (aproximadamente R$ 257) realizadas por meio de remessas postais.
Tramitando no legislativo desde maio, a MP já recebeu o aval da Câmara dos Deputados. Com a sua aprovação no Senado, agora aguarda apenas a sanção do presidente Lula (PT).
Alterações Significativas no Texto
A proposta que foi aprovada inclui o parecer da relatora na comissão especial mista, a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF). Entre as mudanças incorporadas está uma emenda que zera o imposto de importação para medicamentos sem versão similar fabricada no Brasil. Além disso, o texto reduz a alíquota aplicada sobre compras do exterior entre 50 dólares e até 3 mil dólares de 60% para 30%.
Impacto Social e Fiscalização
Durante seu pronunciamento, a relatora destacou a importância social da desoneração, especialmente para a população de menor renda. ‘Sabemos que muitos brasileiros utilizam essas compras de pequeno valor. Elas são uma alternativa para as famílias que buscam produtos mais acessíveis’, ressaltou a parlamentar.
Para monitorar os impactos da isenção no cenário econômico interno, a nova legislação determina que o Ministério da Fazenda realize avaliações periódicas sobre o efeito da medida em emprego, renda, inflação e na indústria nacional. O primeiro diagnóstico deverá ser apresentado em três meses e é seguido de análises semestrais e balanços anuais.
Regras para Comércio Eletrônico
O texto também estabelece novas regras de conformidade e integridade para plataformas digitais e operadoras de logística. As empresas deverão implementar mecanismos para rastrear vendedores e evitar práticas de subfaturamento, além de manter registros atualizados em cooperação com a Receita Federal.
Críticas à Aprovação
No entanto, a aprovação da medida enfrentou resistência por parte de parlamentares da oposição, que levantaram preocupações sobre a competitividade do setor produtivo doméstico. O deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) argumentou que a isenção fiscal deveria ser igualmente aplicada a produtos fabricados no Brasil.
‘O benefício deve ser oferecido para quem produz aqui, para fortalecer a indústria nacional’, finalizou o deputado, enfatizando a necessidade de apoio ao setor produtivo local.




