Operação da Polícia Civil em Angra dos Reis
Policiais da 166ª DP (Angra dos Reis) realizaram uma operação nesta quinta-feira, com o objetivo de prender suspeitos envolvidos no assassinato do inspetor Élber de Freitas Fares. O agente foi executado a tiros por traficantes do Comando Vermelho em agosto de 2025. Durante a operação, três indivíduos com mandados de prisão em aberto foram capturados, enquanto um quarto suspeito permanece foragido.
A investigação sobre o assassinato do inspetor revelou um contexto violento, culminando no confronto mortal entre policiais e os supostos autores do crime.
Entre os envolvidos, Erivelte de Souza Oliveira Junior, conhecido como Veltinho, foi identificado como o executor e foi morto após trocar tiros com a polícia em setembro de 2025. Três meses depois, Pablo Miguel Rodrigues Pereira, conhecido como Bigode, também reagiu à prisão e foi baleado em um confronto policial.
Motivações por Trás do Crime
A morte de Élber Fares foi motivada por vingança, visto que ele liderava investigações relacionadas ao tráfico de drogas, cujo chefe era Bigode. De acordo com o delegado Roberto Ramos, um dos presos durante a operação foi um financiador do assassinato, fornecendo R$ 3 mil para a compra de um veículo usado no crime.
O segundo preso teria monitorado os movimentos do policial antes do ataque, enquanto o terceiro suspeito é acusado de ajudar o atirador a fugir após a execução.
As autoridades ainda buscam um quarto homem, que é suspeito de ter comprado um carro clonado utilizado na execução e por recrutar os outros envolvidos. O delegado Ramos destacou que seis pessoas participaram dessa ação criminosa, sob o comando dos já falecidos Bigode e Veltinho.
Memória do Inspetor
O inspetor Élber Fares foi assassinado na noite de 31 de agosto de 2025, após deixar uma igreja e entrar em seu carro. Veltinho, de um veículo diferente, disparou contra ele.
Mesmo socorrido, Fares não resistiu aos ferimentos. Para homenagear sua memória, uma faixa com a sua foto foi afixada na fachada da 166ª DP.
O estado do Rio de Janeiro enfrente desafios significativos com relação à violência e ao tráfico de drogas, e o caso de Élber Fares é um reflexo das dificuldades enfrentadas por aqueles que combatem o crime organizado. Mais de 500 mulheres estão utilizando o Botão do Pânico, um indicador alarmante da violência na região.





