A Polícia Federal (PF) realizou uma operação de busca e apreensão na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, em uma ação sob a denominação Operation Make Up. Essa operação visa investigar o desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares relacionadas à produção do filme Dark Horse. Durante a ação, foram apreendidas sete armas de fogo, que, segundo informações, estão registradas em nome do deputado federal Mário Frias (PL-SP).
As armas foram confiscadas na residência de um advogado que representa o parlamentar, levantando dúvidas sobre a legalidade da posse dos itens. A PF investiga a documentação que relaciona Frias às armas, buscando esclarecer se houve alguma irregularidade em sua posse.
A operação foi autorizada por Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu entre os alvos não apenas Mário Frias, mas também a empresária Karina da Gama, que é proprietária da Go Up, produtora responsável pelo filme Dark Horse.
Desde março de 2026, o deputado se tornou alvo das investigações quando Dino ordenou que ele prestasse esclarecimentos sobre a destinação de R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), que tem Karina como presidenta. O foco da investigação são as subcontratações realizadas com dinheiro público, em um esquema que, segundo a PF, careceria de comprovação dos serviços prestados.
Mário Frias destinou recursos ao ICB por meio de duas emendas, cada uma no valor de R$ 1 milhão, associadas a dois projetos: Lutando pela Vida, voltado para aulas de jiu-jitsu em Pirassununga e São Paulo, e Jovem Empreendedor, que objetiva promover letramento digital e empreendedorismo entre jovens. A utilização destes recursos está sendo questionada, especialmente se parte dos valores foi desviada para a produção do filme Dark Horse.
Além da Operação Make Up, o filme Dark Horse também está sendo investigado no âmbito do caso Master, que está sob a responsabilidade do relator André Mendonça. Nesta nova frente de investigação, surgiram suspeitas sobre um patrocínio de Daniel Vorcaro, que teria sido realizado por meio de repasses relacionados a um fundo imobiliário no Texas, intermediados pela empresa Entre Investimentos, do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.
Em meio a todo o desenrolar dessa trama, Mário Frias nega quaisquer irregularidades relacionadas a seus atos e defende que as acusações são infundadas e meramente especulativas. O deputado argumenta que o fato de o ICB e a Go Up compartilharem a mesma liderança não é suficiente para caracterizar práticas ilícitas. Além disso, ele enfatiza que todas as emendas possuem a documentação necessária, reforçando sua postura de transparência e legalidade diante das acusações.





