Operação Crédito Oculto em Foco
No dia 24 de setembro de 2026, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e a Receita Federal deflagraram a Operação Crédito Oculto, um desdobramento significativo da Operação Carbono Oculto. Os principais alvos da operação incluem Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor do Banco Genial, e Antônio Carlos Freixo Junior, empresário da Entre Investimentos.
O objetivo central da ação é desmantelar uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro supostamente ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital), que estaria se infiltrando no setor de combustíveis. A investigação revela que o esquema teria levado à aquisição de uma das maiores distribuidoras do país, a Terrana.
Mandados e Ações em Diversas Regiões
As autoridades cumpriram mandados em 29 endereços espalhados por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo, envolvendo 13 pessoas físicas e 24 jurídicas.
O MPSP aponta que Humberto e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá, colaboraram com líderes do PCC, como Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, para estruturar o plano de aquisição da distribuidora.
A Conexão com o Setor Criativo
Antonio Carlos Freixo Junior, mais conhecido como “Mineiro”, é considerado o operador financeiro de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, e teria utilizado sua empresa para facilitar repasses destinados à produção da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Este detalhe adiciona uma camada intrigante à investigação, conectando o crime organizado ao setor de entretenimento.
Complexidades Financeiras e Lavagem de Dinheiro
O esquema de lavagem de dinheiro foi tecido em duas fases principais. A primeira, já identificada na Operação Carbono Oculto, envolveu a proteção dos proprietários da Usina Itajobi através de fundos de investimento. Estima-se que um montante de aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios da usina tenha sido manipulado.
Os investigadores identificaram que R$ 100 milhões foram rapidamente transferidos por contas ocultas e usadas para adquirir a distribuidora Terrana, juntamente com outras empresas que serviam como fachada.
Implicações e Respostas
O Banco Genial se pronunciou, declarando que Humberto Tupinambá foi destituído em maio de 2026 e que toda a informação relacionada às operações em investigação foi entregue ao GAECO-SP. A instituição afirma que tomou medidas corretivas após a descoberta de irregularidades.
Por sua vez, a defesa de Antônio Carlos Freixo Junior optou por não comentar a situação. As autoridades continuam a investigar as profundezas deste esquema ilícito, que expõe ligações intrincadas entre o crime organizado e instituições financeiras e empresariais.





