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Candidatos apresentam propostas para reduzir Selic e dívidas

Candidatos à presidência apresentam propostas para controlar a Selic e reduzir endividamento.

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Banco Central e a Taxa Selic

O Banco Central do Brasil anunciou, neste dia 16 de setembro de 2026, a nova taxa Selic, que atualmente é de 14% ao ano. Essa taxa é crucial, pois serve como referência para os juros que consumidores e empresas enfrentam, influenciando diretamente o custo do crédito, o consumo e as decisões de investimento. Uma Selic elevada tem o objetivo de controlar a inflação, mas também pode complicar o pagamento de dívidas, aumentando o risco de inadimplência.

Contexto Atual das Dívidas das Famílias

Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, o endividamento das famílias brasileiras atingiu um nível recorde em julho, com 80% das famílias com algum tipo de dívida. Nesse cenário, a pressão sobre o governo para apresentar soluções se torna cada vez mais intensa.

Propostas dos Candidatos

Com as eleições à vista, candidatos à presidência começaram a apresentar suas propostas para lidar com a Selic e a dívida pública.

O presidente atual, Luiz Inácio Lula da Silva, destaca a importância de controlar a inflação e propõe a continuidade do programa “Desenrola Brasil”, que visa ajudar famílias e pequenos negócios. Ele também menciona a necessidade de uma responsabilidade fiscal e o aumento do acesso ao crédito para pequenas empresas.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL, sugere um “tesouraço” nos gastos públicos e uma revisão na reforma tributária, além de regulamentação nas apostas online para conter o endividamento.

Por sua vez, Augusto Cury, do Avante, quer revisar matrizes de risco bancárias e criar o “Banco do Empreendedor”, oferecendo crédito a juros fixos.

Ronaldo Caiado, do PSD, adota uma postura mais conservadora, afirmando que a Selic só cairá com a estabilização fiscal, enquanto Renan Santos, do partido Missão, propõe uma “PEC do Equilíbrio Fiscal” para conter o crescimento da dívida.

Candidatos como Romeu Zema, do Novo, e Samara Martins, do Unidade Popular, abordam questões de endividamento de maneiras diferentes, sendo a proposta de estatização do sistema financeiro uma das mais audaciosas.

Edmilson Costa, do PCB, sugere a reestruturação da dívida pública e o fim da autonomia do Banco Central, ao passo que Hertz Dias, do PSTU, planeja uma auditoria da dívida e uma desregulamentação fiscal.

Finalmente, candidatos como Wilson Grassi e Leonardo Avalanche focam em propostas específicas para facilitar o acesso ao crédito e estimular o agronegócio, respectivamente. As abordagens variam consideravelmente entre os candidatos, refletindo diferentes visões sobre como manejar a economia em tempos de incerteza.

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