Ministra do STF aborda crise na administração pública
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou sua preocupação com a atual fase de “descrença e desânimo” em relação à administração pública durante um encontro nacional sobre controle interno. Em sua opinião, a democracia depende da confiança que os cidadãos depositam nas instituições, um aspecto que se vê ameaçado diante dos erros cometidos pelos servidores públicos.
“A democracia vive da confiança que o cidadão tem, que a cidadã tem, nas suas instituições. Eu digo isso com muito lamento pelos momentos que nós estamos passando de descrença e de desânimo com a administração pública”, afirmou a ministra.
Ela destacou que, apesar dos equívocos humanos, a busca por acertos é uma obrigação de todos os envolvidos na administração pública.
Relevância do controle interno e defesa da transparência
Durante sua participação, Cármen Lúcia reforçou que a falta de confiança em governantes e servidores que desconsideram o controle interno é alarmante. Para ela, esse desprezo é motivo para desconfiar dos próprios administradores, ressaltando a necessidade de um conjunto de regras eficazes que assegurem a correta execução das leis.
Suas declarações coincidem com um momento delicado no STF, um dia após uma sessão histórica na qual se discutiu a possível investigação do ministro Alexandre de Moraes em relação a comunicações com Daniel Vorcaro, do Banco Master. A sessão ficou marcada por tensão e discussões acaloradas, evidenciando um “mal-estar cívico” que afeta o Tribunal.
Cármen Lúcia e o papel da Corte nas eleições
A ministra também pediu desculpas ao público e aos seus colegas por não ter contribuído de forma mais eficaz para a resolução das questões debatidas na Corte.
A “espetacularização” do julgamento deixou à margem os temas centrais que deveriam ser discutidos, ressaltando a preocupação de Cármen Lúcia com o impacto que essa dinâmica pode ter na confiança pública e, consequentemente, nas próximas eleições.
Dessa forma, Cármen Lúcia reitera seu compromisso com a busca pela confiança da população nas instituições democráticas, crucial para o fortalecimento do Estado e da própria democracia brasileira.





