Estratégias de segurança em destaque
A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para a próxima terça-feira, mobilizará um robusto esquema de segurança da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (DF). A mobilização inclui o aumento do efetivo nas proximidades do tribunal e a implementação de diversas medidas preventivas.
O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Rabelo Patury, revelou que uma reunião preparatória foi realizada entre as forças de segurança do Distrito Federal e representantes do STF, com o intuito de definir as estratégias a serem adotadas. Um novo encontro está programado para a segunda-feira, prevendo ajustes finais ao planejamento.
Monitoramento e restrições em caso de manifestações
A avaliação do potencial de manifestações é uma prioridade. Em caso de mobilizações populares, o bloqueio da Praça dos Três Poderes e um controle parcial na Esplanada dos Ministérios poderão ser implementados. Caso a situação seja tranquila, o esquema será semelhante ao adotado durante o julgamento do dia 8 de janeiro, com presença policial ostensiva e o suporte de tecnologia, incluindo drones e célula de inteligência.
Câmeras e inteligência na cidade
O programa de monitoramento DF360 está em ação, utilizando câmeras espalhadas pela capital para fazer o reconhecimento de placas de veículos e, em alguns casos, reconhecimento facial. Essa estratégia visa a prevenção de eventuais manifestações no dia da sessão.
“Ainda não há manifestações confirmadas, apenas divulgações em redes sociais. Aplicaremos o que já foi feito em outras ocasiões, aumentando a presença policial e monitorando os movimentos pela inteligência. Ocorrências não autorizadas em frente ao STF serão controladas”, afirmou Patury.
Questões em pauta na sessão do STF
O presidente do STF, Edson Fachin, convocou a reunião para discutir pontos controversos sobre o relatório da Polícia Federal relacionado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão abordará se a ordem de aprofundar a análise das comunicações de Vorcaro foi regular e a utilização das informações obtidas.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a anulação da decisão que obrigou a identificação dos interlocutores de Vorcaro, alegando que a medida visa minar outro membro do STF sem a devida comunicação prévia e sem o crivo do plenário. A PGR sustenta que essa situação compromete a validade dos dados coletados.





