Petição da PGR ao STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou uma nova manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, com um pedido notável: que todos os ministros da Corte tenham acesso integral aos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Esta solicitação foi feita antes do aguardado julgamento agendado para terça-feira (15).
No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforça a posição já apresentada anteriormente. Ele destaca a importância do conhecimento prévio dos ministros sobre “a integralidade dos dados necessários” para que possam tomar decisões embasadas e coesas.
Motivação para o Acesso Integral
A manifestação conta com o respaldo de subprocuradores-gerais, como Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos, além do vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand Filho. Este último é conhecido por ser o responsável pelo primeiro pedido de acesso total aos dados do Master.
O apelo da PGR é fruto de um contexto mais amplo que se intensificou com as manifestações dos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Esses ministros argumentam que o acesso completo aos dados extraídos do celular de Vorcaro é vital antes da sessão que avaliará um relatório da Polícia Federal, que investiga mensagens entre Vorcaro e Moraes.
Debate sobre Acesso e Colegialidade
Na sexta-feira (11), Gilmar Mendes enviou um ofício para Fachin, argumentando que o acesso restrito ao material pode comprometer a colegialidade do tribunal. Mendes pediu que, caso o ministro André Mendonça não disponibilizasse os arquivos, a Presidência do STF solicitasse à Polícia Federal o envio das cópias ao gabinete dos ministros.
Além disso, Mendonça esclareceu que o celular original de Vorcaro se encontra com a Polícia Federal, enquanto ele possui apenas uma cópia de segurança, que foi enviada em março de 2026.
Reações e Pressões Adicionais
O pedido de Mendes é apoiado por Zanin e Moraes, que reconhecem a necessidade de um acesso mais amplo ao conteúdo do celular. Zanin, em comunicação separada a Fachin, contestou a explicação de Mendonça e enfatizou que o lacre de uma cópia de segurança não impede o compartilhamento com outros juízes do STF.
A insistência de Moraes, que também reiterou a urgência do desbloqueio dos dados, evidencia a pressão crescente sobre o relator, Mendonça, para atender os desejos dos ministros antes do julgamento.
Esse clamor por transparência e colegialidade no processo judicial levanta questões importantes sobre o acesso à informação e a dinâmica interna do STF, refletindo a complexidade e a relevância do caso em questão.





