Preparação das Urnas Eletrônicas
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) inicia, nesta quinta-feira (17), a preparação de cerca de 42 mil urnas eletrônicas para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para o dia 4 de outubro.
O montante abrange tanto os equipamentos de seção quanto os de contingência, com conclusão prevista para o dia 29 de setembro.
O procedimento logístico e de segurança é dividido em duas fases principais: a geração de mídias e a etapa de carga, testes e lacração.
A primeira etapa do processo é realizada em audiência pública e consiste na gravação dos dados necessários ao funcionamento dos equipamentos em mídias eletrônicas semelhantes a pen-drives.
O TRE-RJ produz três tipos distintos de mídia: de carga, de votação e de resultado de votação.
A mídia de carga armazena informações essenciais, como o número da seção eleitoral, a listagem de eleitoras e eleitores aptos a votar e a relação de candidatas e candidatos.
A mídia de votação destina-se ao registro dos votos durante o pleito, enquanto a mídia de resultado armazena o boletim da seção ao final da votação para posterior envio ao sistema de totalização.
Segunda Etapa e Segurança
Na segunda etapa, os dados gravados nas mídias são transferidos para as urnas eletrônicas em cerimônias públicas realizadas em ambiente controlado.
Esses atos contam com a presença de representantes de partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e de outras entidades fiscalizadoras regulamentadas pela Resolução TSE 23.673/2021.
Durante as cerimônias, as entidades fiscalizadoras têm mecanismos para auditar os sistemas eleitorais.
É permitido verificar a integridade e a autenticidade dos softwares instalados, além de selecionar até 6% dos equipamentos para testes práticos de votação e conferência visual de dados de partidos e candidatos.
Após a inserção dos dados e a validação do funcionamento de todos os componentes, as portas de acesso físico das urnas são fechadas e lacradas com selos especiais fornecidos pela Casa da Moeda do Brasil.
Esses selos possuem propriedades que ajudam a identificar qualquer tentativa de violação.
O TRE-RJ reforça que as urnas eletrônicas operam de forma isolada, sem qualquer conexão com redes de comunicação externas.
Essa segurança é mantida durante toda a preparação, votação e após o encerramento.
Os equipamentos contam também com mecanismos de segurança internos que reconhecem e executam exclusivamente softwares oficializados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além disso, possuem travas temporais que impedem o funcionamento antes da data e horário programados para o início da votação.
O processo é complementado por auditorias na véspera do pleito, que atuam como perícia digital para atestar a inviolabilidade dos sistemas.





