Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) tomaram uma decisão crucial durante uma assembleia extraordinária realizada em 24 de agosto de 2026. Eles aprovaram o início de um processo judicial contra ex-gestores do banco, responsabilizando-os pelos prejuízos financeiros acumulados no caso que ficou conhecido como ‘Caso Master’.
Este episódio já está envolvendo setores importantes do governo e do sistema financeiro nacional, uma vez que as operações implicadas no Banco Master, realizadas entre 2024 e 2025, resultaram em um rombo de R$ 30 bilhões nas contas do BRB, conforme as informações do próprio banco. O grande problema é que cerca de R$ 8,8 bilhões em créditos adquiridos na negociação são considerados títulos inexistentes, fraudulentos ou de difícil recuperação.
O governo do Distrito Federal, que é o acionista controlador do BRB, está buscando formas de mitigar os danos financeiros.
Atualmente, há uma expectativa de que seja possível recuperar R$ 2,2 bilhões através de medidas alternativas, mas isso não é suficiente para cobrir a totalidade dos títulos problemáticos. Para sanar o restante, que soma R$ 6,6 bilhões, o governo precisaria efetuar um empréstimo.
Em 24 de junho de 2026, uma lei que permite este acordo de empréstimo de R$ 6,6 bilhões foi sancionada e deve ser vital para estabilizar o banco e proteger serviços essenciais como os mais de 30 programas sociais e a folha de pagamento dos servidores do DF que dependem diretamente das operações do BRB.
Em resposta a essa crise, a Polícia Federal, em novembro de 2025, iniciou a Operação Compliance Zero, desvelando um suposto esquema de fraudes financeiras que afetaram o BRB e suas transações com o Banco Master.
A investigação levou à detenção do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em abril de 2026, acusado de facilitar negócios não lastreados e desrespeitar padrões de governança.
O banco anunciou que a resolução aprovada de processar ex-administradores seguiu os ditames do Artigo nº 159 da Lei nº 6.404/1976. É um primeiro passo que não implica uma definição antecipada de culpabilidade em relação às pessoas específicas mencionadas, mas é essencial para que as autoridades continuem suas investigações.
O BRB reafirma seu compromisso com a transparência e a boa governança. A administração do banco assegura que todas as deliberações e decisões de investimento são tomadas respeitando os critérios técnicos e regulatórios, com o objetivo de proteger os interesses dos acionistas e demais partes interessadas no mercado de capitais.
Esta situação crítica evidencia a importância de uma gestão bancária sólida e o cuidado necessário para evitar crises financeiras que afetam tanto o banco quanto a população que dele depende.





