Política

Investigação revela transferências suspeitas de R$ 1,4 mi

Entenda a Saga Financeira de ‘Dark Horse’

A recente investigação da Polícia Federal (PF) revelou transações financeiras envolvendo o deputado federal Mário Frias e a NTT Brasil, totalizando cerca de R$ 1,4 milhão para a Go Up Entertainment, produtora do filme ‘Dark Horse’, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse desdobramento uniu as movimentações suspeitas à produção do filme, especificamente no período entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025, quando as filmagens ocorreram em São Paulo.

De acordo com os relatórios oficiais, R$ 645,4 mil foram transferidos por Frias em um curto espaço de menos de dois meses, levantando interrogações sobre seu “lastro financeiro”.

As declarações da PF indicam que o rendimento mensal do deputado, de R$ 44.008,52, não justificaria tais transferências significativas.

Detalhes das Investigações

A PF analisou a movimentação da Go Up, que ultrapassou R$ 19 milhões durante o período. A produtora destinou sumas consideráveis a empresas como o Hotel Unique e a Foodflix, levantando preocupações sobre a legitimação dessas despesas, que incluíam serviços luxuosos como hospedagem e alimentação.

A também envolvida NTT Brasil, dirigida por Heric Dias, está atrelada a um grupo empresarial que presta serviços ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). Segundo a investigação, a conexão entre as transferências da NTT e as movimentações do ICB apresenta um padrão preocupante, pois R$ 700 mil foram repassados ao Instituto, enquanto a mesma quantia foi remetida à Go Up.

Repercussões e Ações da PF

Na quinta-feira (10), a PF deflagrou uma operação que levou a buscas em mais de 50 locais e envolveu figuras como Mário Frias, Flávio Bolsonaro e outros.

A investigação se concentra em possíveis desvios de verba pública que tenham origem em emendas parlamentares, onde Frias havia alocado R$ 2 milhões ao ICB, com intermédios financeiros suspeitos entre diversas empresas.

Apesar das conexões identificadas, a PF destaca que não há elementos suficientes para afirmar que os R$ 750 mil da NTT se originaram diretamente dos recursos do ICB, evidenciando a complexidade das relações comerciais e financeiras envolvidas.

Essa suma de eventos provoca preocupações sobre a transparência no uso de recursos públicos e destaca a necessidade de rigorosa supervisão na execução de emendas parlamentares.

A saga financeira de ‘Dark Horse’ promete desdobramentos críticos à medida que a investigação avança.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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