Lula e a Reta Final da Campanha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está revisitando a proposta da jornada de trabalho 6×1 em um momento considerado crucial para sua campanha, especialmente em relação ao Senado. Essa estratégia surge em meio à necessidade de impulsionar pautas positivas devido ao caso Lulinha, que gerou polêmica e exigiu cautela nos pronunciamentos do presidente.
Como parte do planejamento, aliados de Lula haviam se abstido de abordar o tema em discursos relevantes, como na recente convenção do PT e no lançamento oficial da campanha no estádio da Vila Euclides, no ABC Paulista.
Momento de Reaproximação
Recentemente, Lula intensificou sua presença nas redes sociais sobre a pauta, afirmando confiança na votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Lula defende a alteração da jornada de trabalho para uma escala 5×2, enfatizando que isso proporcionaria mais tempo para os trabalhadores dedicarem-se à família e ao lazer.
A relação entre Lula e Alcolumbre tem se estreitado.
O senador é considerado uma figura crucial para garantir a votação da proposta no plenário antes das eleições, um desafio que se torna cada vez mais urgente à medida que o primeiro turno se aproxima.
Cenários no Senado
Nos bastidores do Palácio do Planalto e do Senado, circulam relatos otimistas sobre a tramitação da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário. Porém, fontes próximas a Alcolumbre projetam uma visão mais conservadora. Apesar do clima ter mudado, ainda há incerteza sobre a viabilidade de aprovar a proposta antes do fim de setembro.
Os senadores têm apenas uma semana de esforço concentrado antes das eleições e, após o retorno a Brasília no dia 31 de agosto, a pauta legislativa será limitada.
Para os aliados de Lula, existe uma chance, mesmo diante de um pedido de vista, de realizar as duas votações necessárias.





