Lula celebra inclusão de mulheres nas Forças Armadas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressaltou a importância da presença feminina nas Forças Armadas durante a solenidade do Dia do Soldado. Ele afirmou que a participação de mulheres em desfiles militares representa uma “revolução” na cultura de defesa do país. Essa mudança é um grande passo em direção à igualdade de gênero em uma instituição tradicionalmente dominada por homens.
Lula destacou que, no começo de 2026, mais de mil mulheres se tornaram as primeiras recrutas incorporadas ao serviço militar, marcando uma nova era na história das Forças Armadas brasileiras. “Elas estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar e fazer o que quiser fazer”, defendeu o presidente.
Investimentos em defesa como prioridade do governo
Além de celebrar a inclusão feminina, Lula também abordou a necessidade de aumentar o investimento na indústria de defesa.
Para ele, os recursos são fundamentais para “preparar o país” a proteger seus territórios, riquezas naturais e a população.
“Defesa não pode ser uma coisa [para] quando sobrar dinheiro. Nós temos que priorizar, preparar esse país, não para a guerra, mas para a paz”, enfatizou o mandatário em seu discurso.
Essa declaração ilustra a visão do governo de que um investimento robusto na defesa é crucial para assegurar a soberania nacional.
No entanto, o aumento do orçamento para defesa enfrenta desafios, especialmente em um cenário econômico restritivo. Em 2025, o Brasil destinou R$ 131,6 bilhões para o setor, representando 1,12% do PIB.
Esse valor ainda está abaixo da meta das Forças Armadas de 2% do PIB e do padrão de gastos recomendado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que sugere cerca de 5% do PIB para os países membros.
Desafios na execução orçamentária
Em 2025, a maior parte do orçamento de defesa, cerca de R$ 103,4 bilhões, destinou-se a pessoal da ativa e reservas, sendo que quase R$ 63,9 bilhões foram usados em aposentadorias e pensões militares. Isso demonstra a dificuldade que o governo enfrenta para alocar recursos adequadamente, priorizando tanto a manutenção de forças quanto novos investimentos em equipamentos e infraestrutura.
Com a campanha pela reeleição em andamento, Lula continua a reforçar sua posição em prol do investimento na defesa, almejando um equilíbrio entre segurança e desenvolvimento social.





