Prisão de Luana Rosa de Araújo
Luana Rosa de Araújo, conhecida como Madrinha da Cidade Alta, foi presa na manhã desta terça-feira durante uma ação da Polícia Civil no Complexo de Israel. Segundo o delegado Bruno Ciniello, ela atuava como contadora do Terceiro Comando Puro (TCP) e estava diretamente envolvida em homicídios promovidos pela facção criminosa.
A detenção de Luana é um marco significativo na operação contra o TCP, uma vez que ela é considerada o braço direito de Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, que é o chefe máximo da facção. A prisão foi resultado de uma investigação minuciosa que revelou o papel vital que Luana desempenhava na organização criminosa.
Atuações em Homicídios e Contabilidade do Tráfico
De acordo com Ciniello, Luana liderava a comunidade Massapê em Duque de Caxias, que é dominada pelo TCP. Em 2021, ela participou ativamente de um homicídio ao lado de outros membros da facção. O delegado não hesitou em afirmar: “Ela é perigosa”.
O seu envolvimento na contabilidade da facção a tornava extremamente confiável para Peixão.
Quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra Luana, dois relacionados a homicídios e dois por associação para o tráfico. Durante a operação, foram apreendidos um celular, um bloco de anotações do tráfico e um notebook, que devem fornecer evidências cruciais para as investigações.
Implicações para o Futuro das Investigações
O bloco de anotações é considerado uma prova clara da confiança que Luana tinha de Peixão.
“Certamente, há elementos ali que vão fazer com que a polícia chegue mais perto dele”, destacou Ciniello. Balanço preliminar aponta que ao menos seis pessoas foram presas nesta ação, enquanto outras duas foram conduzidas à Cidade da Polícia.
A polícia também investiga a informação de que Luana teria recebido um fuzil cor-de-rosa como presente de Peixão, um símbolo de sua confiança dentro da facção. A operação continua em andamento, com a polícia prometendo um trabalho incansável até que Peixão seja capturado.





