O recente crescimento do escritor e candidato à presidência pelo Avante, Augusto Cury, nas redes sociais, gerou apreensão entre os adversários políticos. O fenômeno, que muitos classificam como “incomum”, levou diversas campanhas a monitorar de perto a evolução do seu engajamento nas mídias sociais.
Especialistas em marketing político e membros de outras campanhas expressam preocupações sobre a possibilidade de irregularidades que possam ser discutidas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso as suspeitas se confirmem.
O desencadeamento desse aumento se deu após o debate realizado pela Band, no dia 23 de agosto, onde Cury experimentou um notável incremento no número de seguidores, menções em redes sociais e buscas pelo seu nome no Google. Vídeos relacionados ao candidato começaram a proliferar, principalmente na plataforma Instagram.
Além disso, Cury fez convites a aliados, como Ronaldo Caiado, para integrar seu ministério da Segurança, destacando assim seu plano de governo.
Recentemente, ele também anunciou Júlio Delgado como seu vice, o que pode ter contribuído para seu crescimento popular.
Por outro lado, as pesquisas indicam que, apesar do aumento em sua visibilidade, Cury ainda enfrenta um cenário desafiador. Na última consulta do Datafolha, ele aparece com apenas 2% das intenções de voto, enquanto Lula lidera com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%.
O crescimento notável do perfil de Cury no Instagram, que saltou de 8,3 milhões para 8,5 milhões de seguidores em um intervalo curto, tornou-se um ponto de atenção dos analistas digitais. De acordo com o Social Blade, desde quarta-feira, Cury atraiu cerca de 690 mil novos seguidores, seguidos por 1,2 milhão na quinta-feira.
Os concorrentes de Cury estão especialmente intrigados com o fato de que muitos vídeos promovendo o candidato não parecem vir de sua campanha direta, mas de influenciadores alheios ao cenário político.
Isso levanta questões sobre a autenticidade e a natureza do engajamento.
Outro aspecto que chama a atenção é o aumento das buscas pelo nome de Cury em outros países, notadamente na Índia, segundo dados do Google Trends.
O marqueteiro Sérgio Lima, um dos principais responsáveis pela campanha de Cury, refutou as alegações de manipulação artificial de seguidores ou de compra de engajamento.
Ele enfatizou que o crescimento é uma consequência direta de uma estratégia sólida voltada para a base de fãs do autor, que já conta com mais de 48 milhões de livros vendidos. Segundo Lima, “o crescimento é público e pode ser auditado”.
O marqueteiro também revelou que gastou cerca de R$ 20 mil em campanhas de impulsionamento nas plataformas da Meta, o que, segundo ele, é uma quantidade modesta, considerando o alcance que Cury já possui.
Com o entusiasmo gerado em torno da candidatura, Lima prevê que o crescimento da popularidade de Cury “só vai aumentar”.
O entorno político observa atentamente os desdobramentos dessa candidatura, que se revela cada vez mais intrigante à medida que a campanha avança.





