Operação em Comunidades do Comando Vermelho
A Polícia Militar do Rio de Janeiro deflagrou uma operação de grande escala em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho (CV) nesta quarta-feira. Agents de segurança, informados por dados de inteligência, identificaram uma reunião das facções planejando uma invasão ao Complexo de Israel, atualmente sob o domínio do Terceiro Comando Puro (TCP).
Aproximadamente 200 policiais se concentraram em áreas como Quitungo, Guaporé, Furquim Mendes, Dique, Ficap, na Zona Norte do Rio, e Parque das Missões, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O objetivo é impedir a articulação dos criminosos e conter disputas territoriais.
Alvos da Operação
Dentro do Complexo de Israel, as favelas de Parada de Lucas, Vigário Geral, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-pau estão sob vigilância intensa, especialmente devido à presença do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão. Ele é considerado um dos homens mais procurados do estado.
O porta-voz da corporação, major Maicon Pereira, esclareceu a estratégia da operação para que não haja confrontos diretos entre a população e os criminosos.
Equipamentos e Mobilização
As equipes em campo foram compostas por unidades do Comando de Operações Especiais (COE) e do 15º BPM (Duque de Caxias). Elas contam com apoio de seis veículos blindados, 40 viaturas leves e aeronaves do Grupamento Aeromóvel (GAM), além de uma ambulância disponível para emergências.
Devido à operação, três escolas da rede municipal no Quitungo e Guaporé, bem como outras em Furquim Mendes, Dique e Ficap, suspenderam suas atividades. No entanto, unidades de Atenção Primária continuam a atender, embora sem visitas domiciliares.
Histórico Recente de Conflitos
Desde a última sexta-feira, a PM já atuava no Complexo de Israel, onde encontrou, pela primeira vez no estado, veículos-bomba sendo utilizados pelos traficantes para bloquear vias.
Barricadas com explosivos também foram localizadas. Os artefatos foram desativados a tempo.
Na segunda-feira, os policiais anunciaram a ocupação permanente da região.
Em resposta, criminosos incendiaram quatro caminhões na Avenida Brasil, demonstrando a tensão crescente na área.
Na terça-feira, uma ação conjunta da PM e da Polícia Civil resultou na prisão de nove pessoas, incluindo Luana Rosa de Araújo, conhecida como a Madrinha da Cidade Alta. Ela é apontada como responsável pela contabilidade do TCP e enfrentou quatro mandados de prisão por homicídio e associação ao tráfico.





