Benedito Gonçalves assume o cargo de corregedor
O ministro Benedito Gonçalves tomou posse como o novo corregedor nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em uma cerimônia realizada em Brasília. Ele se substitui ao ministro Mauro Campbell Marques, que agora exerce a função de vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Gonçalves exercerá seu papel por um biênio, de 2026 a 2028.
Em seu discurso de posse, o novo corregedor destacou a importância da função, definindo-a como uma das mais altas responsabilidades do sistema judiciário brasileiro. Ele frisou a necessidade de equilíbrio, prudência e dedicação integral ao serviço público para o bom funcionamento da Justiça.
Desafios para o sistema judiciário
O ministro Gonçalves trouxe à tona dados do relatório ‘Justiça em Números’ de 2026, que revelam que o Brasil encerrará o ano com mais de 75 milhões de processos ativos. A realidade preocupante também foi marcada pela escassez de magistrados: apenas 8,9 juízes para cada 100 mil habitantes, bem abaixo da média europeia de 18.
Esses números, segundo ele, não apenas indicam a extensão da atuação do judiciário, mas também ressaltam o esforço diário de juízes, servidores e tribunais. Desta forma, Gonçalves defendeu a necessidade de um aprimoramento contínuo da gestão e de medidas para prevenir distorções no sistema.
A inovação na Justiça
O novo corregedor reiterou a importância de investimentos em tecnologia e melhorias nos fluxos de trabalho, que podem proporcionar resultados mais efetivos para a sociedade. Ele enfatizou que a inovação não deve sacrificar valores fundamentais, devendo ser guiada pela transparência e pelas garantias processuais.
Na visão do corregedor, a Justiça do futuro precisa ser mais digital, mas também mais acessível, clara, simples, confiável e humana.
Cerimônia de posse
A cerimônia de posse contou com a presença de diversas autoridades do judiciário brasileiro, incluindo o presidente do CNJ e do STF, Edson Fachin, e outros líderes dos principais tribunais do país, como o TSE e o TST. A participação de figuras como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte, reforçou a relevância do evento.





