Política

PF Acessa Dados de Produção de Filme sobre Bolsonaro e Avança em Investigações

A Polícia Federal e a Investigação do Filme ‘Dark Horse’

A Polícia Federal (PF) está intensificando suas investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata um período da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Recentemente, a PF aguardou a autorização para receber informações da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a qual foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, em 24 de agosto de 2026.

Com essa colaboração, a PF pretende rastrear a movimentação financeira relacionada à produção, utilizando a estratégia conhecida como “follow the money”, que tem como foco a identificação detalhada da origem e do destino dos recursos. O analista Elijonas Maia ressaltou que a investigação da Polícia Civil tinha progredido significativamente, compreendendo ações como buscas e apreensões, análises documentais e quebras de sigilo.

Aspectos Relevantes da Investigação

Segundo informações divulgadas, a produtora Go Up Entertainment é a responsável pela realização do filme. O objetivo da PF é determinar se as emendas parlamentares, que totalizam R$ 2 milhões, foram devidamente aplicadas na produção do filme ou se houve desvios.

A apuração se concentra em Karina Ferreira da Gama, que atua como intermediária entre as investigações estaduais e federais. Ela dirige o Instituto Conhecer Brasil, contratado pela Prefeitura de São Paulo para implementar rede de Wi-Fi em comunidades, e também está envolvida com a produtora do filme.

Recentemente, a PF iniciou uma operação investigativa contra o Instituto Conhecer Brasil para verificar a utilização correta dos recursos públicos. Enquanto isso, a Prefeitura de São Paulo afirmou que não encontrou irregularidades nos contratos vinculados à produção do filme.

Implicações Futuras e Outros Inquéritos

A partir do compartilhamento de dados, a PF poderá também avaliar se as quantias envolveram remessas ao exterior. A PF conduz dois inquéritos cruciais: um trata das emendas e outro se refere ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que teria supostamente destinado R$ 61 milhões para o filme.

A suspeita é que parte desses recursos tenha sido utilizada para custear a estadia do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A família Bolsonaro se defende, alegando não envolvimento em qualquer irregularidade, enquanto Eduardo indicou um advogado ligado à produção como de sua confiança, sem ter recebido benefícios indevidos.

Com o avanço das investigações, o desdobramento das evidências pode mais uma vez mudar o cenário político no Brasil, refletindo nas próximas eleições de 2026.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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